quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Memorias (uma breve critica as memorias de amor.)

Não há nada como acreditar em historias de amor que resistem ao tempo, á perda, ao odio... Na realidade nem sempre se pode confiar nessas histórias, visto que com o tempo tudo se perde e com a perda tudo se odeia. Mas as memorias são palavras e vontades ligadas, numa corrente que não se perde, que se alimenta de ti até fazer parte das tuas veias.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

toma as redeas da tua vida.

Cheguei á conclusão que para ser feliz tens que levantar barreiras até onde ninguém possa chegar, tens que engolir sentimentos e digerir a dor em segundos e dar valor ao que tens como garantia antes que deixes de ter. 

Nunca sonhei tanto como no último mês, mas chega, há sempre o dia em que tens que parar, que por os pés na terra e tomares discissões. Nada na vida tem longa duração de qualquer maneira… Por isso o melhor e viveres e acabares com tudo o que te possa por de rastos, lutar pelo que acreditas e não sonhares tanto. 

Mais tarde ou mais cedo todas as pessoas aprendem que o mundo dá e tira em segundos, não podemos contar com o que ele tem para oferecer porque nada é dado de graça, logo para seres feliz tens que dar metade do teu coração e um terço da tua mente, só ai é que podes ter o direito a algo.


E se quiseres viver bem contigo mesmo, para de te confundir e toma as rédeas da tua vida.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Só que não.

Pensava que estavas perdido, que o mundo tinha "engolido" todos os meios de ligação que tínhamos, que o mapa para voltares estava trancado e guardado por um dragão, mas não.
Estavas ao virar da esquina, entravas em portas invisíveis e tentavas falar comigo, mas os meus olhos estavam tapados com as impossibilidades da vida e nunca ligaram para possíveis reencontros. 
Eu tentei viver uma vida de mentira para ver se encontrava a verdade, só que não. O mundo tem formas estranhas de provar que mesmo querendo não havia maneira de apagar memoria que na altura só faziam doer. 
Talvez foi a maneira como fostes que nunca entendi, mas sei que no fundo todos nós temos medo do que está reservado. 

Apesar de tudo o ultimo mês pareceu um ano, aproveito cada segundo para me lembrar da sorte que tenho e da vida que levo, eu tive que melhorar á força, na marra, para um dia quando tu voltasses eu estivesse viva e com vontade de viver. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Perguntas.

O que és? 
O reflexo de algo. 

Quem és? 
Sou mais que um nome. 

Humano ou animal?
Ambos e nenhum. 

És real? 
É impossível ser o sonho de alguém. 

Qual é o teu propósito? 
É ajudar-te a viver está longa-metragem de terror que é a nossa vida. 

Então o que nos falta?
Achar a resposta a essa pergunta. 

Os números vermelhos do relogio digital.

 Dou por mim completamente fixada no relógio digital do autocarro e penso quantos daqueles números vermelhos já passaram desde que fui completamente feliz. Pondero sobre o que aconteceu até aquele momentos em que olhos fascinada para os pequenos números vermelhos, perdendo a noção de que já não estou a ver realmente a passagem deles de segundos a minutos e de minutos a horas, percebo que estou com a mente adormecida mas ativa ao mesmo tempo e começo a imaginar ou talvez até prever momentos. 
 Não vejo como parar o transe que no meio de tanta confusão está realmente a fazer-me bem, e invento frases feitas para não encarar o facto de não saber o ultimo momento em que sorri com vontade, em que dei gargalhadas sentidas e merecidas ou então quando senti que podia sossegar á noite porque a minha cabeça não tinha mais vontade de pregar partidas. 
 O eco da minha voz faz-me sair da dormência e reparo que estou a falar sozinha, que a dormência passou mas o sentimento de pura solidão e tristeza ainda está cá. Percebo que sou um disco riscado, preso no mesmo sítio pelas circunstâncias do meu coração, a minha voz falha quando eu tenho algo importante para dizer, fazendo de mim um corpo com uma mente mole mas perturbada. 
 Com tudo os dias vão passando e rapidamente entendo que estou na mesma, que a probabilidade de avançar é tudo um ilusão, apesar de custar entender a minha maneira de viver já não há raiva em mim, não há vontade de magoar. O tempo tem duas caras para pessoas como eu, pessoas que estão a recuperar, uma delas é o facto de o mundo andar, de os dias passarem a anos e tudo ficar menos baço, mas a outra cara do tempo é como os números vermelhos do relógio digital da camioneta... 

Vão passando quando estou adormecida pela dor tornando assim difícil de ver melhorias. 



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Os verdadeiros significados.


Então é verdade…o mundo ensina tudo o que a escola mundana não ensina e dá novas definições a tudo, conforme-lhe agrada mais, assim como, amar tem um preço, ter sorte é uma incerteza, que confiança não é uma garantia para o sucesso, que a dor é só apenas o começo de algo, que escolhas não têm apenas consequência mas também prazo, que odiar pode conduzir alguém á loucura e á morte. 

Que a felicidade é um mito, que a estupidez algo genético, os sonhos são contos de fadas na tua imaginação, que falsidade é o prato servido com frequência. 

E que a única coisa que prende alguém nesta dimensão é a realidade e alguma ficção. 



domingo, 18 de maio de 2014

Compilações de Pensamentos

Se guardas uma coisa durante muito tempo contigo vais começar a pensar que tens direitos e obrigações sobre ela. Estás enganada. Nada do que tens é teu permanentemente. 

*** 

A vida não fica fácil, o que fica fácil é ignorar quando as coisas voltam a complicar. Com o tempo fica cada vez mais fácil por de lado a confusão e ficar apenas dormente.

*** 

Quando o passado corre atras de ti tens o direito de ficar preocupada/o, mesmo que conheçamos bem o resultado dessas aproximações. Não há ação sem consequência nesta vida, não podemos evitar o desejo para sempre, mesmo que ceder signifique ter que arcar com o problema.


sábado, 3 de maio de 2014

Passado Recente


Andei duas horas às voltas, mergulhada em pilhas de cadernos usados e folhas soltas com textos datados e contos. Qualquer pessoa chamava memórias, ou diários aquilo mas para mim não passam de fragmentos de um passado recente.

Escrever sempre foi importante, parte de mim sempre precisou de contar o que estava preso dentro de mim, mesmo que fosse a uma simples e humilde folha de papel. Não invento histórias, elas nascem de mim, o meu passado recente é o material perfeito para muitos contos de terror e o meu gosto para o macabro nem está sequer ligado às minhas escolhas de vida. De resto, sou normal. 

O adiamento de completar algo é uma coisa muito presente na minha vida, a perda é algo que já estou habituada e o ganho uma conquista maior por ser escasso. Não sou uma pessoa vaga, pelo contrário, sou enganosamente catalogada doente e incapaz de amar. Mas um dia falo sobre rótulos, toda a gente tem um, a sociedade faz questão. 

Regenerar


A definição é compatível com esquecer mas não é a mesma coisa, é como se fosse um placebo fármaco em vez do químico verdadeiro. Como por exemplo, um trauma grave, o ser humano pode regenerar do trauma mas pode nunca vir a esquecer completamente, devido a sequelas na pele, no cérebro ou para ser um pouco mais lírica, na alma.

A mente e corpo podem ser trabalhos e a alma ganha alento com o tempo, mas nada vai tirar aquele zumbido horrível que fica no fundo do teu sono, aquele quando estás a sonhar, aquele que faz lembrar o longo e doloroso processo que é regenerar, que é nem sempre ter avanços, e que infelizmente tem dias em que preferias deixar de existir.

A impotência de querer esquecer algo que ainda não quer ser deixado para trás deixa-te com medo de olhar para todas as coisas positivas que a regeneração fez contigo, todas as portas que abriu, todos os caminhos novos e pontos de vista que estavam turvos e agora são positivos e alegres.

Por isso, não, o ser humano não tem a capacidade de esquece, nem o mal que fez nem o que lhe foi feito, porque apenas lhe foi dado a oportunidade para regenerar das sequelas provocadas por ele mesmo e por outros. 

Mas há sempre um nanosegundos do dia em que a nossa memoria foge e vai divagar para o que queres realmente esquecer. E esqueces. Mas só por um nanosegundo.

Momentos #14





Aquele momento em que compreendes que foi o fim, que deste tudo e estar cansado é um direito teu.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Sentimentos Errados


Podemos tornar o dia dos outros bonitos, mas há dias que nem o sol mais quente nos aquece. Quando os sentimentos estão trocados, baralhados como as cartas que damos num jogo viciado e está difícil destingir o futuro do passado.

“Sentir devia ser fácil, seguro e sempre definido pela lógica.”
- Eu à tempos atrás.

O mundo inteiro devia ter a capacidade de definir quando está triste, contente, apaixonado e quando odeia algo ou alguém. Não como agora que somos julgados pelo que sentimos, e mesmo quem não sente assim tão claramente também leva o dedo apontado. E já agora também falo daqueles que não querem saber o que estão a sentir e são mal entendidos e mal interpretados.

Na minha opinião não há sentimentos errados e toda a gente tem direito a não saber designar aquilo que sente.

Como eu, limito-me a sentir e não por questões. 

domingo, 23 de março de 2014

Bagagem

 Libertação e aceitação são palavras positivas que deviam ser postas em prática por mim todos os dias, mas a realidade é outra, o adiamento constante da minha felicidade da minha parte é estúpido e inconsciente e isso vai  acabar comigo mais tarde ou mais cedo. 

Cometer o erro de pensar que o destino deu-me dois anos para resolver os problemas que tenho dentro da minha cabeça e que estava magicamente curada? Enganei-me. Nada disto é como eu pensei. Nada. 

A bagagem que levo não é a mesma que tenho quando aqui cheguei, amadureci, mesmo que as pessoas não vejam isso. Quando olho ao espelho consigo ver o cansaço na minha alma, de tanto tentar manter o meu corpo a funcionar quando ele só quer é desistir. 

"E quando a noite chega, só as sombras são o suficiente para esconder a dor que tenho nos ossos e para agarrar a minha alma vazia."


quinta-feira, 20 de março de 2014

Momentos #13



Aquele momento em que estás super bem e 5 minutos depois a realidade vem e estraga tudo. 


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pretensioso e Egocêntrico


Realmente a vida empurra a pessoa ao máximo e somos obrigados a viver aos trambolhões.

Não consigo escrever nada bonito ou otimista sobre os meus trambolhões neste momento porque não sinto nada, dentro de mim está um tornado de emoções e perguntas que não tenho como expor nem a falar, nem a escrever e se chorar as lágrimas saem em conta-gotas como se estivessem em vias de extinção. Dava tudo para puder chorar durante uma hora e realmente libertar tudo o que sinto, deixar o meu medo tomar conta de mim de vez, mas a minha mente não deixa, está a lutar pela minha compostura e não pela minha sanidade.

Tenho a garganta seca de tanto engolir a vontade de gritar que não estou bem, que quero desaparecer novamente, mas é ridículo. Não vou chamar a atenção para problemas sem saber se tenho força para escavar a ponta do iceberg.

Só há uma palavra que é certa: insegurança.

Menti de mais, fugi de mais, escondi-me de mais e tudo para não perceberem que o meu único problema é não confiar em mim e no que sou capaz de fazer comigo quando não estou bem. Sinto que sou um monstro afetado pela minha cabeça e julgamentos que faço de mim, sou horrível a dar-me algum valor pelo que consegui alcançar na vida, é difícil porque sinto que foi tudo em vão e vazio, comparo demasiado a minha vida à dos outros para conseguir encarar a minha e tirar proveito dela, ninguém entende o que tenho na cabeça e quando o digo sinto-me uma idiota convencida, mas é verdade o que está cá dentro é uma curta-metragem com um orçamento mal financiado e uma autora que não devia respirar.

Tenho má opinião sobre mim e isso afeta tudo aquilo que faço, porque eu não presto.  

Pretensioso não é? Egocêntrico certo?

Exato.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A vida ridícula que me dei.


Devia estar a dormir, calada na cama, a descansar num sono que faça inveja aos mortos mas não estou a escrevera, a minha vida é isto.

E assim foram 5 meses de sentimentos deitados fora por que sou parva e doente e agora sou livre mas não parece, o meu peito doí e tenho vontade de vomitar e chorar mas não vou fazer isso, a música devia ajudar mas não e amanha tenho que enfrentar a família e não chorar no processo.

A vontade que tenho é de pegar em algo cortante mais que nunca, dentro na minha cabeça a luta esta renhida apesar de estar assim sinto que estou mais ou menos a ganhar, devo estar em segurança até amanha.  


sábado, 18 de janeiro de 2014

100mg


Tudo o que devia fazer era tomar a dose certa e parar de confundir o passado com o presente e assim não iria arrastar esta dor que tenho a crescer novamente. Acho que estou a deitar qualquer possibilidade que ser feliz pela janela por não ter certeza de ser correto para mim.

Eu estava com o controlo da minha vida e de repente foi levado pela dúvida, uma estúpida pequena duvida que sempre me prendeu os pés cada vez que sentia estar a sair desta, a filha da mãe cutuca e deixa o meu cérebro congelado. Uma dúvida que na minha cabeça soa como uma acusação maior parte do tempo.

Tu não és boa o suficiente.

Quando há uma possibilidade de sair do estado em que estou as palavras atacam a minha mente e ficam na repetição vezes sem conta até que acredite nelas. A dor é reativada, o amor que sinto pelas coisas que tenho é diminuído e assustado para um canto na minha mente e por fim reaparecem todas as barreiras que protegem a pequena e frágil rapariga que escondo novamente dentro de mim.

É tudo uma jogada rápida, um movimento de pulmões e o meu corpo gela novamente as emoções que adquiri ao longo da recuperação que pesei concluída.

Só ai entendo que a cura está longe e só com as doses certas encaixarei na sociedade novamente. 



Viver do Fogo.


Só tens uma escolha nesta vida que é apenas tua, viver ou sobreviver. Sei que são palavras parecidas mas o resultado delas não é igual, podes sobreviver á tua vida durante anos, passando oportunidades, tendo medo de dar o passo errado, de ficares presa num impasse sem saída óbvia, podes cair numa dormência e enfrentar zero medos para sair dela e as tuas lutas serão perdidas assim que deres conta de estares presente nelas.

Viver é outra coisa, é parar de ter medo do destino, é ter poder sobre o teu corpo e mente, é soltar o guerreiro que vive dentro de ti e lutar todas as batalhas de cabeça erguida, é quando os sentimentos são mais intensos, difíceis de controlar e a vida pode deitar-te ao chão mais que uma vez e teres coragem para te levantares, não há nada melhor que sentir o nosso sangue correr nas veias até queimar. Olhas o espelho e vês fogo crepitar dentro dos teus olhos, aquecendo cada parte da tua alma e só ai é que vês a separação de estares a viver ou a sobreviver.

Eu tenho medo de permitir-me viver, nunca soube controlar a minha vida a não ser em extremo, nada para mim parece suficiente bom para lutar ou erguer a cabeça, sinto-me presa, sem condições para respirar e a dormência é um estado permanente para mim. Os dias vão passando e eu espero por um milagre, mas a única solução está em mim e a raiva instala-se quando dor por mim a pensar no que devia estar a fazer.

Por isso é que nunca vou esquecer-te, porque tu provocas coisas em mim que o meu sangue ferve só de pensar, mas a minha dignidade impede-me de cair nós braços de alguém que prefere uma noite a pertencer a alguém. Durante muito tempo pensava sermos a combinação perfeita, mas com os anos esse sentimento perdeu a força, só que a minha cabeça, corpo e alma não me deixa esquecer totalmente que respiras e a minha imaginação faz que o fogo nas minhas veias nunca acabe.

Por ti queimo no fogo mais perigoso que conheço, queimo na esperança de viver contigo uma vida que nunca terei. 


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O fantasma da minha vida.


Será que alguém nota a frieza que sinto quando o meu sorriso desaparece, é daquelas coisas que gostava de saber automaticamente, se alguém mais no mundo nota quando penso em ti e a minha vontade de viver desce próximo a zero.

Penso que nunca tive nada que fosse teu, não te posso chamar amor ou o maior erro da minha vida porque nunca me quiseste como tua, ou seja nada do que partilhamos é valido aos meus olhos porque nunca sabia o quanto me estavas a mentir ou a falar verdade.

Sim, ainda penso em ti, só não sei se isso é saudável para mim neste momento, quando tento fazer algo da minha vida e ainda por cima tenho sentimentos de uma pessoa totalmente diferente de ti para me preocupar. Muitos diriam que já ocupaste demasiado tempo a minha cabeça, não é que ache diferente deles mas sim, se algum deixara de assombrar cada passo que dou?

És pior que um fantasma, porque quando acredito que nunca vais voltar a assombrar é quando algo acontece e provar o contrário.

  

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Memorando


Hoje em dia falta-me muita coisa, principalmente felicidade, não só porque há dias em que ficar na cama a lamentar o meu nascimento é uma opção para mim, mas porque o mundo, como já referi á um tempo, tem a pior maneira de dizer que eu sou algo descartável.

Muita gente quando olha agora para mim pensa que eu estou composta, que estou sã e de bem com o mundo, só que a verdade vem a cima quando a porta do meu quarto é fechada. É lá que eu reconheço a dor, é quando a menina curada retorna ao seu verdadeiro estado.

O mundo que está a minha volta é apenas isso, um mundo que não reconheço apesar de todos os esforços. E felicidade? É algo que só reconheço quando ela aparece, mas não sei se a felicidade foi feita para mim.

Acho que a felicidade vem a mim como um memorando, apenas lembra-me aquilo que quero ter e não posso. 


2014


Hoje faz dois dias que fiz anos e mais de duas semanas que estamos em 2014, mas nada está diferente, sinto a mesma alma cansada de sonhar, a mesma pouca vontade de lutar por algo que sei nunca ter. Gostava de acreditar que o novo ano significa esperança, como se o ano fosse um caderno em branco, dando a falsa esperança de que podemos começar de novo outra vez, sei bem que não é verdade. 

Todas as vezes que tentei ignorar o meu passado ele vem em meu alcance e lembra-me de tudo aquilo que fiz, não há maneira de apagar o que está lá e o que já foi feito. O meu passado não pode ser ignorado, nunca fiz nada de bom para ter a alegria de apagar certas coisas que fiz.

Há pessoas e lembranças demasiado vividas ainda, só consigo superar certas coisas porque a dor, para a raiva e para a dormência achou espaço dentro de mim. Acima de tudo acho que o meu passado arranjou espaço para viver cá dentro. É como se os sentimentos tivessem lutado entre eles e no fim nenhum tivesse ganho e a assim tiveram que aprender a viver uns com os outros como uma grande e disfuncional família.

Não há maneira de separar uma pessoa do seu passado porque é dessas lembranças que a pessoa é feita é dali que nasce as qualidades e as falhar do ser humano, apesar de doer, isso é sinal de que és humano, que não estás perdido ao ponto de nada sentires.

A verdade é que passou mais um ano e ainda não sei lidar com aquilo que sou, um ano novo não é uma vida novo é apenas mais um ano na tua vida, não paginas em branco, ou um livro novo onde podes começar outra vez.

É o mesmo livro, a única coisa que mudou foi o capitulo.