sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A vida ridícula que me dei.


Devia estar a dormir, calada na cama, a descansar num sono que faça inveja aos mortos mas não estou a escrevera, a minha vida é isto.

E assim foram 5 meses de sentimentos deitados fora por que sou parva e doente e agora sou livre mas não parece, o meu peito doí e tenho vontade de vomitar e chorar mas não vou fazer isso, a música devia ajudar mas não e amanha tenho que enfrentar a família e não chorar no processo.

A vontade que tenho é de pegar em algo cortante mais que nunca, dentro na minha cabeça a luta esta renhida apesar de estar assim sinto que estou mais ou menos a ganhar, devo estar em segurança até amanha.  


sábado, 18 de janeiro de 2014

100mg


Tudo o que devia fazer era tomar a dose certa e parar de confundir o passado com o presente e assim não iria arrastar esta dor que tenho a crescer novamente. Acho que estou a deitar qualquer possibilidade que ser feliz pela janela por não ter certeza de ser correto para mim.

Eu estava com o controlo da minha vida e de repente foi levado pela dúvida, uma estúpida pequena duvida que sempre me prendeu os pés cada vez que sentia estar a sair desta, a filha da mãe cutuca e deixa o meu cérebro congelado. Uma dúvida que na minha cabeça soa como uma acusação maior parte do tempo.

Tu não és boa o suficiente.

Quando há uma possibilidade de sair do estado em que estou as palavras atacam a minha mente e ficam na repetição vezes sem conta até que acredite nelas. A dor é reativada, o amor que sinto pelas coisas que tenho é diminuído e assustado para um canto na minha mente e por fim reaparecem todas as barreiras que protegem a pequena e frágil rapariga que escondo novamente dentro de mim.

É tudo uma jogada rápida, um movimento de pulmões e o meu corpo gela novamente as emoções que adquiri ao longo da recuperação que pesei concluída.

Só ai entendo que a cura está longe e só com as doses certas encaixarei na sociedade novamente. 



Viver do Fogo.


Só tens uma escolha nesta vida que é apenas tua, viver ou sobreviver. Sei que são palavras parecidas mas o resultado delas não é igual, podes sobreviver á tua vida durante anos, passando oportunidades, tendo medo de dar o passo errado, de ficares presa num impasse sem saída óbvia, podes cair numa dormência e enfrentar zero medos para sair dela e as tuas lutas serão perdidas assim que deres conta de estares presente nelas.

Viver é outra coisa, é parar de ter medo do destino, é ter poder sobre o teu corpo e mente, é soltar o guerreiro que vive dentro de ti e lutar todas as batalhas de cabeça erguida, é quando os sentimentos são mais intensos, difíceis de controlar e a vida pode deitar-te ao chão mais que uma vez e teres coragem para te levantares, não há nada melhor que sentir o nosso sangue correr nas veias até queimar. Olhas o espelho e vês fogo crepitar dentro dos teus olhos, aquecendo cada parte da tua alma e só ai é que vês a separação de estares a viver ou a sobreviver.

Eu tenho medo de permitir-me viver, nunca soube controlar a minha vida a não ser em extremo, nada para mim parece suficiente bom para lutar ou erguer a cabeça, sinto-me presa, sem condições para respirar e a dormência é um estado permanente para mim. Os dias vão passando e eu espero por um milagre, mas a única solução está em mim e a raiva instala-se quando dor por mim a pensar no que devia estar a fazer.

Por isso é que nunca vou esquecer-te, porque tu provocas coisas em mim que o meu sangue ferve só de pensar, mas a minha dignidade impede-me de cair nós braços de alguém que prefere uma noite a pertencer a alguém. Durante muito tempo pensava sermos a combinação perfeita, mas com os anos esse sentimento perdeu a força, só que a minha cabeça, corpo e alma não me deixa esquecer totalmente que respiras e a minha imaginação faz que o fogo nas minhas veias nunca acabe.

Por ti queimo no fogo mais perigoso que conheço, queimo na esperança de viver contigo uma vida que nunca terei. 


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O fantasma da minha vida.


Será que alguém nota a frieza que sinto quando o meu sorriso desaparece, é daquelas coisas que gostava de saber automaticamente, se alguém mais no mundo nota quando penso em ti e a minha vontade de viver desce próximo a zero.

Penso que nunca tive nada que fosse teu, não te posso chamar amor ou o maior erro da minha vida porque nunca me quiseste como tua, ou seja nada do que partilhamos é valido aos meus olhos porque nunca sabia o quanto me estavas a mentir ou a falar verdade.

Sim, ainda penso em ti, só não sei se isso é saudável para mim neste momento, quando tento fazer algo da minha vida e ainda por cima tenho sentimentos de uma pessoa totalmente diferente de ti para me preocupar. Muitos diriam que já ocupaste demasiado tempo a minha cabeça, não é que ache diferente deles mas sim, se algum deixara de assombrar cada passo que dou?

És pior que um fantasma, porque quando acredito que nunca vais voltar a assombrar é quando algo acontece e provar o contrário.

  

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Memorando


Hoje em dia falta-me muita coisa, principalmente felicidade, não só porque há dias em que ficar na cama a lamentar o meu nascimento é uma opção para mim, mas porque o mundo, como já referi á um tempo, tem a pior maneira de dizer que eu sou algo descartável.

Muita gente quando olha agora para mim pensa que eu estou composta, que estou sã e de bem com o mundo, só que a verdade vem a cima quando a porta do meu quarto é fechada. É lá que eu reconheço a dor, é quando a menina curada retorna ao seu verdadeiro estado.

O mundo que está a minha volta é apenas isso, um mundo que não reconheço apesar de todos os esforços. E felicidade? É algo que só reconheço quando ela aparece, mas não sei se a felicidade foi feita para mim.

Acho que a felicidade vem a mim como um memorando, apenas lembra-me aquilo que quero ter e não posso. 


2014


Hoje faz dois dias que fiz anos e mais de duas semanas que estamos em 2014, mas nada está diferente, sinto a mesma alma cansada de sonhar, a mesma pouca vontade de lutar por algo que sei nunca ter. Gostava de acreditar que o novo ano significa esperança, como se o ano fosse um caderno em branco, dando a falsa esperança de que podemos começar de novo outra vez, sei bem que não é verdade. 

Todas as vezes que tentei ignorar o meu passado ele vem em meu alcance e lembra-me de tudo aquilo que fiz, não há maneira de apagar o que está lá e o que já foi feito. O meu passado não pode ser ignorado, nunca fiz nada de bom para ter a alegria de apagar certas coisas que fiz.

Há pessoas e lembranças demasiado vividas ainda, só consigo superar certas coisas porque a dor, para a raiva e para a dormência achou espaço dentro de mim. Acima de tudo acho que o meu passado arranjou espaço para viver cá dentro. É como se os sentimentos tivessem lutado entre eles e no fim nenhum tivesse ganho e a assim tiveram que aprender a viver uns com os outros como uma grande e disfuncional família.

Não há maneira de separar uma pessoa do seu passado porque é dessas lembranças que a pessoa é feita é dali que nasce as qualidades e as falhar do ser humano, apesar de doer, isso é sinal de que és humano, que não estás perdido ao ponto de nada sentires.

A verdade é que passou mais um ano e ainda não sei lidar com aquilo que sou, um ano novo não é uma vida novo é apenas mais um ano na tua vida, não paginas em branco, ou um livro novo onde podes começar outra vez.

É o mesmo livro, a única coisa que mudou foi o capitulo.