sábado, 17 de janeiro de 2015

Ano Novo. Sem Nova Vida.

Eu tento, tento viver com o que está gravado no meu cérebro, com a luta para sorrir, para lidar com mais um dia sem objetivos, com mais um ano de sobrevivência quando sei que só aqui estou porque falta-me coragem, falta-me o gatilho, falta-me a compreensão que isto não é uma luta de uns meses ou de uns ano, falta-me a vontade, vontade de acordar, vontade de sair, vontade de lutar, vontade de ver o mundo pelo que é apenas… um lugar onde era suposto encaixar, pertencer, conviver.

Consigo viver com a dor, com a mágoa, com as palavras duras de quem não faz a mínima de quando me afeta. Era suposto ter deitado tudo fora vai fazer um ano, limpei a alma para uma nova vida, mas ao final do dia quando fecho os olhos vejo o lixo que esta acumulado escondido debaixo de falsos sorrisos e boas maneiras e perco a vontade de voltar a abrir os olhos para voltar a fingir que está sempre tudo bem, que tudo esta normal.

Eu acho que a razão deste sentimento destrutivo é nunca ter falado o que pensava e esperava por um altura certa que nunca chegou, também pode ser o facto que até a dormir encontro motivos para me odiar, já para não falar de todas as vezes que quis ser “uma pessoa normal” e deixar as armas no chão e as paredes cair.

O meu problema está sempre comigo, estou danificada, cansada de sorrir sem vontade, cansada de lutar para que o mundo me aceite.