segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fim do Ano

É bom quando temos o controlo das nossas vidas, quando conseguimos ver para alem das barreiras postas a nossa frente para falharmos a saída mais próxima para a felicidade, temos o dom de escolher se queremos seguir em frente ou ficar no mesmo lugar, mas o problema é pôr em acções. 

Liberdade nem sempre significa mais felicidade, ou poder de controlo sobre nós próprios apenas significa que se te acontecer alguma coisa a única pessoa que tem culpa és tu mesmo. Falamos de escolhas e como somos nós os donos delas, mas por outro lado falamos no destino, o que tira a credibilidade das nossas escolhas porque na realidade elas já estavam feitas. 

A humanidade é feita de contradições, tradições e pregões, somos enraizados na história dos que já foram vivos e nas promessa de grandes feitos daqueles que ainda não morreram. Somos corpos que dizem ter almas e que o castigo será o fogo do inferno para aqueles que acharem pelas próprias cabeças.

De tudo o que vi e ouvi apenas isto tenho a dizer: 

Quando o fim do ano chegar ninguém terá feito as escolhas mais importantes, ninguém terá seguido o caminho certo, seremos os mesmo mas com mais bagagem, e para o ano há mais, mais dor, mais alegria, mais ódio e mais amor. E como sempre, mais escolhas e consequências que iram atormentar e assombrar os dias daqueles que pensavam ser livres de tudo.  

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Divagações.

Quando sentes o corpo afundar nele mesmo, sentes os ossos mais pesados do que a carne, toda a tua mente parte para um lugar desconhecido sem avisar apenas fica a tua alma presa em um mundo de dor  física, onde a coisa mais frágil é a linha que separa o ódio do amor. Ninguém escapa a um coração partido sem se sentir indefeso ou impotente, faz parte de nos sentirmos miseráveis e não apreciados. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bedside Thoughts #9

Eu só sei quem és porque ainda doí, porque ainda feres uma grande parte de mim. A tua cara é uma memoria vaga, uma das melhores escolhas que fiz na vida, já chorei dias e noites procurando perdão a alguém, passei noites em claro por tua causa e agora tudo voltou, se estavas longe agora sinto-te perto e tenho medo porque estás protegido por uma barreira, por o coração de alguém e eu devia estar longe, muito longe da zona de rebentação, mas não.

Eu quero uma conversa, uma conversa que explique tudo e que feche tudo o resto. Até o meu coração.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O meu Fantasma

 Recentemente o meu fantasma voltou, eu tinha guardado todas as lembranças, más e boas num canto escuro dentro da minha memoria. O tempo apagou a dor que tinha ao acordar e evitou mais noites em branco a pensar como tudo podia ter sido diferente, o meu blog guarda também algumas coisa, como os meus sentimentos por ele assim como a relação amor/ódio que muitas vezes reprimi dentro de mim, e para não sufocar nesses pensamentos preferi desabafar aqui. Ontem foi difícil dormir, ainda tremo e me pergunto o porquê. 

 Na minha vida tenho muitos fantasmas, pessoas que apago da minha memoria ou a minha memoria trata disso porque percebe o quão doloroso é ter a cara delas nos meus pensamentos, o mesmo aconteceu com ele,  não consigo ver nitidamente a cara dele, mas consigo ouvir a voz, consigo sentir o toque e o perfume que ele tinha.

 Sei o que aconteceu entre nós, conheço a história como conheço as minhas cicatrizes, ainda sinto a dor e o abandono, mas da mesma maneira que sinto o mal sinto o bem, ainda o amo e isso é uma realidade que tenho gravada na minha mente. 

Não tenho esperanças, apenas desejos e medos e uma mente muito confusa.   

sábado, 8 de dezembro de 2012

Bedside Thoughts #8

Eu cresci com um único propósito, escrever,  e por alguma eventualidade não conseguir fazer a única coisa que me trás paz e alegria mais vale nem acordar todas as manhas. 

Eu tenho esperança que um dia possa seguir o meu sonho, ser alguém no mundo dos livros, viver permanentemente num mundo longe daqui e perto da minha imaginação, não ter que  mentir que o faço em vez de estudar ou dormir e quando chegar o momento de reflectir o que fiz neste mundo, sorrir e dizer: 

" Sou quem eu devia ter sido, amei quem devia ter amado e vivi tudo isto com um sorriso, mesmo depois da tempestade".

Momentos #4




Aquele momento em que compreendo que não devia ter saído da cama. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Simplificar

Era a palavra que eu devia gravar na minha mente com a ajuda de um ferro a escaldar, para me recordar do como doí quando eu penso demais sobre algo e ponho em causa tudo o que sei sobre quem sou só porque o mundo decidiu brincar comigo nesse dia. 

Tantas duvidas, tantas incertezas e tantos "se" e "mas" que rondam a minha cabeça na maior parte dos dias começam a ser demais. Sou racional, mas estou farta de isso só complicar os meus sentimentos, faz com que tenha medo de ser o que sinto uma vez mais, e como já fui magoada e tenho medo de arriscar ser outra vez. 

Mas quando penso que o mundo não foi feito por pessoas que jogaram pelo seguro e conhecido, e que há pessoas que são felizes mesmo depois de tempestades piores e mesmo assim simplificam tudo para que isso funcione ao favor delas, pergunto me porque raio não ei de ser capaz de fazer o mesmo. 

Afinal também sou gente.