quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Manual, if you please (?!)

  De todas as histórias que escrevo, a única que não consigo inverter é a minha (..) nunca sei exactamente qual é o caminho, e se soubesse talvez nem tivesse a coragem de mudar alguma coisa. Sei demasiado sobre mim, como funciono e isso tudo, mas não sei como funcionar com outras pessoas, estrago tudo e desta vez não quero estragar, quero conseguir ser feliz. Não quero que a outra pessoa sofra quaisquer danos por se cruzar comigo.

Só queria ter um manual para te dar (..) assim sabias tudo e eu e tu estaríamos protegidos contra mim.

Não podemos simplesmente apagar tudo, como fazemos ao Histórico do computador (..)

  Podemos caminhar em frente, esquecer o passado, apagar velhas feridas e preparar a nossa vida para começar do zero, mas basta um olhar, um gesto ou uma palavra para voltarem as memórias que pensávamos estarem esquecidas, para as feridas abrirem e no fim não vamos conseguir começar nada, apenas acrescentar pedaços à que já temos. 
  Por isso é que a partir de agora não vou esquecer nada, não vou apagar ou curar nada, talvez assim possa simplesmente por novas memorias, novos momentos por cima para afastar o meu pensamento de tudo mau que há por baixo. 

Não vou lutar, vou apenas caminhar sobre a água tendo como principal pensamento não me afundar nela.

domingo, 23 de outubro de 2011

Aprender a ser feliz (..) nem que seja por minutos.

  A felicidade é uma coisa que nunca entendi, mas uma coisa é certa, nem tentei. Segundo a definição da Wikipédia, e passo a citar: «é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes.» 
  Eu tenho a minha definição, para mim a felicidade é quando acordamos todos os dias e vemos a chuva a cair, abrirmos a janela e cheirarmos o ar. É nesse momento que sei que vou sobreviver ao resto do dia, mesmo que seja o pior dia de toda a minha vida.

Dias de chuva para mim é como os de sol para quem ama o Verão.


musica para este post: Iron&Wine - Flightless Bird, American Mouth

sábado, 22 de outubro de 2011

Skinny Love

   Os dias estão a contar, em breve vou poder estar livre, vou poder sonhar os meus sonhos sem nada a impedir que o faça. Quero dar as cartas, jogar com a minha vida pelas minhas regras e ser feliz assim, neste momento nada me prende, aquilo que tinha para reconstruir está a ser feito devagar e com o tempo, embora por dentro as coisas ainda estão um pouco espalhadas e cunfusas, mas com o tempo todo vai ficar bem. 
Sei que sim.

Está na hora de largar, voar com as minhas asas. 
Encontrei abrigo no meu próprio mundo.

ShortStory: Chuva de Outono

  Era um dia normal, como todos os outros na vida de Pandora, até ao minuto que alguém decidiu por um ponto final à sua vida.  
  Chovia nessa manha, Pandora saiu de casa para correr pelo parque, "está um frio de fazer bater os dentes a um urso polar", pensou ela e ajeitou o gorro. O parque estava deserto nem uma alma, mas quem era o infeliz ou a infeliz que saia à rua com aquele tempo, "eu" pensou Pandora enquanto aumentava o volume dos headphones. 
  Quando ela chegou à parte onde havia mais vegetação no parque, alguém agarrou-lhe os cabelos e a mandou ao chão, ela soltou um grito de dor quando a lâmina lhe trespassou o casaco, as copas das árvores começaram a andar á volta e as lágrimas começaram a destorcer o céu cálido. Ela tentou gritar por ajuda, mas de nada lhe serviu, chorar não lhe servia de muito apenas para a cansar, o sangue que manchava o chão e se misturava com a lama causada pela chuva estava a ganhar terreno, Pandora sabia que era o fim.
  Passaram-se minutos, horas ou talvez até dias, ela não tinha a certeza a única coisa que sabia era que as suas lágrimas estancaram, o coração estava a parar e o corpo já não lhe obedecia, tinha as cordas vocais doridas de tentar chamar ajuda, a ajuda de alguém que não vinha. 
Pandora fechou os olhos e ficou ali, debaixo da chuva de outono que passara de fria a quente, tudo lhe pareceu igual naquele momento e como suspeitava não havia luz ao fim do túnel como a mãe lhe dizia, nem uma porta para o céu, era apenas aquilo. 

Ela, o chão e a chuva na pele.

texto de: Raquel Carvalho

Quando chegares lá diz-me cérebro.

Não sei para onde vou, nem como cheguei a este ponto, bem talvez saiba, só que não quero admitir o quanto parva eu fui, podia ser tudo tão fácil se tivesse dito não e sim na quantidade exacta. Só queria um manual, que me desse umas respostas de vez em quando, só para saber o que fazer, em quem confiar, o que esperar e no fim como iria acabar. Nunca sei perdoar-me pelos meus falhanços, porque? Será porque vejo isso à minha volta, será que conviver com eles não é tão bom como tenho pensado :$

A verdade é que estou esgotada, cansada e pronto para me perdoar o problema é que não sei como :x

domingo, 16 de outubro de 2011

Hasta, shithead (!!)

  O amor para mim não tem essa medida, não é por te amar menos que peço respeito, só quero que entendes que aquilo que disseste não bate certo com o que foi feito. Se me dizes para esperar eu espero porque te amo, mas quando chega a minha vez pensas que é despeito, pelos vistos não me amas assim tanto. Se pensas que vou ficar a lamentar isso, estás mesmo enganado, vou seguir em frente de cabeça levantada, porque pelos visto eu já não sou nada. 

Posso ter ficado com um sonho a menos, mas tu ficas-te sem a pessoa que te amava.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pode o amor fazer tão pouco sentido para nós, simples seres humanos (?)

Tenho medo, medo de desaprender a amar por causa de tudo aquilo que enfrento dia a dia, como disse á uns dias, as coisas perdem a cor e no fundo a magia, mas não quer dizer que o sentimento desapareça. Gostar de alguém é uma coisa única, mas abdicar da nossa felicidade para que a outra pessoa possa encontrar a dela é raro é preciso amar mesmo. Ao ponto de parar de respirar para não incomodar o descanso da outra.


O amor não tem sexo, raça, orientação sexual ou religião é apenas uma palavra. O sentimento é que conta.

Contos de Fadas, as mentiras mais originais (..)

  Dizem que as Valquírias quando amam mesmo uma pessoa correm sempre para os braços dela, mesmo que haja obstáculos no meio.Dizem que os Vampiros "nascem" já com um/a escolhido/a e que amam imediatamente o outro/a. Também ouvi dizer que os Anjos Caídos podem "cair" porque estão apaixonados e no Céu não há espaço para esse tipo de distracção. 
 Mas todos sabemos perfeitamente que este tipo de amor, louco e incondicional que os contos de fadas nos tentam "vender" não existe, se assim fosse não vivíamos a Terra, mas sim em Vénus. 


Por isso um pequeno conselho, NÃO ACREDITES EM TUDO O QUE TE DIZEM (..)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

e quando se falha com a segunda (?)

Para ser verdadeira, não tenho teoria para isto, é um facto. Apaixonar-nos é um facto. O problema está em quem "depositamos" o nosso coração, não se escolha.
- é pena.

Talvez não, é a vida, é o destino (mesmo que eu não acredite nele) é tudo a trabalhar juntos. A vida funciona assim. 
- ya (..)

Escuta, o amor é assim imprevisível e estúpido não há como entender (..) pode dar tudo e deixar-nos sem nada, mas como disse na vida tudo é assim. Acredita, não é a deprimir que a nossa vida irá ficar melhor. É a rir.
- faz sentido (..)

Acima de tudo temos que amar aquilo que sempre foi nosso. Por isso esquece essa pessoa e outrens, ou então não esqueças a opção é toda tua.
Mas pensa: queres alguém que diga que és a vida dela ou ser tua a vida (?)

Precisamos de ser as nossas vidas, não as dos outros (..)

Um passo em frente (..) a vida faz sentido.

Viver é uma coisa única e é nos dado sabe-se lá por que razão, mas é realmente algo magico e as pessoas têm a mania de desperdiçar o que lhes dão, incluindo eu, durante muito tempo achei que a vida estava errada mas agora que olho para trás quem estava errada era eu. 
Não vejo motivo nenhum para não gostar de viver, e nunca deixem que as pessoas (mesmo que as amem) sejam a razão de deixarem a vossa vida pendente.


1 conselho: digam todos os dias aos vossos amigos que os amam, isso pode salvar uma vida  ♥

sábado, 8 de outubro de 2011

Desconcertas-me e trocas-me as volta (♥)


O simples saber que posso encontrar-te ao virar da esquina deixa-me sempre com o coração apertado, fico tonta e sem saber o que fazer. Metes-me medo, um medo frio e desconcertante porque sei que mesmo assim  vou amar-te até deixar de viver. ♥
A minha vida podia ser só isto que eu ia amar cada minuto♥

Mentiras por esquecimento.

Todos nós procuramos algo em que possamos acreditar, uns apostam todo o seu coração na fé, outros da mentira piedosa e ainda há quem não acredite em nada (que é o meu caso). Há pouco tempo fizeram-me uma promessa, ou pelo medos assim entendi e apostei nela por amar a pessoa, mas devia não o ter feito porque agora vejo que eram apenas palavras, daquelas que depois de ditas com um sentimento verdadeiro passam a ser mentiras por esquecimento.

aquela coisa bonita que tinha no peito agora não passa de uma recordação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

pode ter sido o fim, ou não :x

Gostava de saber, de ter a certeza do que se passa. Mas falta-me a coragem, falta-me tudo, a fala, a respiração e as batidas do meu coração. É que nem uma pista eu tenho e tudo indica para o pior, indica que acabou. Apesar de ainda não ter ouvido uma unica palavra da tua boca.

enquanto o sangue da ferida não estancar não conseguirei pensar racionalmente.

domingo, 2 de outubro de 2011

prazo de validade, mas tudo fica para a eternidade.

Tudo ganha menos valor quando o brilho deixa de ser o mesmo, quando o fascínio do primeiro gesto, beijo ou abraço é perdido tudo se torna mono cromático, seco e feio e acabamos por virar costas e fingir que aquilo já não nos pertence, mas cá dentro há aquele sentimento de reconhecimento, mesmo que pouco, esse sentimento nunca irá desaparecer, o que faz dessas coisas nossas para sempre.


mesmo as que têm prazo de validade. como nós. FIM.