segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pontos Altos.

De todos os momentos que passei acho que o ponto alto da minha vida ainda não aconteceu, começo a pensar se ele passou e não notei por estar com a cabeça literalmente enfiada na areia, já senti nostalgia em repetir alguns dos passos que dei quando era mais nova, mas nada marcante. Nada digno de se chamar de ponto alto. 

Perguntei aos meu pais se já tinham tido aquele sentimento de familiaridade, trazido por um cheiro, por uma cor, por uma canção ou por um lugar, a resposta foi que sim, várias vezes. Depois perguntei qual foi o ponto alto da vida deles, a resposta foi a que esperava, o meu nascimento e o da minha irmã. 

Mas não queria saber a resposta óbvia, queria uma resposta genuína.
Quando um filho meu perguntar qual foi o ponto alto da minha vida, quero responder com uma história em que realizo um sonho, quero que o meu filho veja nos meus olhos que o mundo pode ser interessante, que mesmo nos dias piores irá sempre sair algo de bom para compensar. 
Apesar de no fim dizer como todo o pai e toda a mãe...

...mas primeiro que tudo foi o teu nascimento. 


terça-feira, 9 de abril de 2013

Feridas do corpo.

Uma ferida aberta doí, está vulnerável ao ambiente que a rodeia, pode infectar ou pode sarar sem grandes danos ao corpo. Mas o problema está em outra ferida e essa foi aberta mais vezes do que devia, foi exposta mais vezes do que estava à espera, e que desta vez vai ser aberta num ambiente imundo e cheio de raiva.

O corpo onde está a ferida não se sente em condições, está debilitado e em dor permanente causado por outras complicações, como é que esperam que esse corpo sobreviva sem mais danos quando a dona dele está disposta a expor mais do que ele tem vontade de se expor. 

Mas no fim do dia, toda a gente anda na rua com feridas abertas, com historias para contar e problemas para resolver, por mais que o corpo não queria à que superar o medo, enfrentar com dignidade o que vêm ai e tentar sobreviver sem mais danos. 

"Quando olhares para mim não vou ser a rapariga que viste a primeira vez, mas sim a mulher que te amou pela ultima vez"  

 

sábado, 6 de abril de 2013

Amigos até que a vida nos separe.

Sonhamos com amizades para sempre, que passaram o corpo físico e que toquem a alma de quem queremos como amigos, mas nem sempre as ordens do destino fazem com que isso seja verdade. Eu tenho bons amigos, tão bons que há dias em que penso que são um sonho. 

Não podemos ser eternos sonhadores, assim como não podemos ter pessoas presas a nós para sempre, os anos vão passando e a cada dia entendo mais como as coisas devem ser. Tu tens um amigo, esse amigo tem uma vida, ele vive a vida até que a vida dele não passe mais por a tua. 

A culpa é partilhada pelos dois e se tivesse dito que ninguém tem a culpa estaria a mentir, é preciso mais do que o tempo para "destruir" uma ligação verdadeira e eu sei que a tínhamos, mas entendo tudo agora. A vida é assim mesmo. 

Quero que estejas bem e sei que queres o mesmo para mim porque no final do dia eu sei que serás sempre quem foste, uma grande parte da minha vida e é a isso que me agarro quando o resto está um pouco turvo.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Não sei o que esperar do futuro.

É tudo uma incógnita que não sei lidar, porque tudo à um tempo atrás, era simples, acordava, tomava banho, ia para a escola, lidava com pânico por estar exposta, e depois vinha para casa e já podia respirar. Agora não sei, perdi a vontade e a iniciativa, não gosto do curso e isso está a matar a minha força de vontade para tudo o resto, é como um veneno que me suga a energia que tenho. Dei isso a conhecer ao meus pais, estamos a trabalhar numa solução. 

Quanto à escrita ainda não sei como dizer  quando estou para dizer a minha garganta encrava, fica seca e tenho que engolir o que lhes ia dizer. Tenho medo que eles achem estúpido e que digam que não é um futuro, mas não estou a pensar em não trabalhar só para me dedicar à escrita, só cria que ele soubessem.

Em breve vou a um psiquiatra, por mais que tente não consigo estar contente e não penar em me cortar, apesar de não o fazer à um tempo, tenho medo que algo me leve ao limite e acabe por fazer pior, a minha mente está tão baralhada e escura que nem um farol a iluminava. Sinto-me numa posição desconfortável perante o mundo, tanto estou bem como pior a seguir. 

Enfim, tirando isto tudo tenho uma jantar de aniversário em que me vou sentir desconfortável e possivelmente à beira de um ataque. Prometi que não ia beber para compensar o desconforto, mas ...

não sei o que me espera no futuro.