segunda-feira, 4 de março de 2013

Para a onde?

Há pouco tempo passou me pela cabeça em fugir, mas logo a pergunta que se impõe sempre veio ao de cima: Para a onde? 

No fim do dia por mais que queiramos fugir dos nossos problemas nem que fosse só por 5 segundos, todas as memorias acumuladas até ao dia presente, chegariam em forma de trovão. Podemos fazer birra, dizer que não interessam e que já não contam para nada, que só nos fazem ver o que já não temos e o que amámos, odeio dizer isto mas é o que penso das minhas memorias, até as boas. 

O ponto está, em mesmo que fossemos para a ilha mais remota do planeta não iríamos esquecer o que fomos no passado, mesmo que estejamos longe de todos os gatilhos que possam fazer disparar as memorias melhor que balas. Porque nós somos o próprio gatilho, não só por fazemos parte dessas memorias mas porque os sentimentos nelas só nós os entendemos e sabemos chama-los pelos verdadeiros nomes. 

De tudo o que me lembro o mais difícil esquecer são os sentimentos, as lutas contra nós próprios os erros e a desilusão e muitos destes sentimentos estão pegados as memorias, principalmente a muitas das minhas. 

Escolher entre fugir e ficar, escolho ficar, tenho sempre mais hipóteses de fazer memorias novas, mais bonitas e que brilhem até ofuscar as velhas e feias.




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