sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quem não vê quem ama, não deixa de amar.


“Sabes... quando olhei para ti naquele jardim, estavas alegre e cheia de vida. Pensei muito antes de vir aqui.
Naquele dia que virei costas jurei que nunca mais ia roubar esse sorriso e esses sentimentos de ti, mas fui fraco deixei que o egoísmo falasse mais alto, não me devias deixar entrar, mas só queria assegurar que estás bem e ver nós teus olhos o quanto me odeia para poder desaparecer novamente.”

Depois do discurso dele tentei falar, mas a minha garganta estava seca, mesmo assim consegui dizer algumas palavras.

“Passaram 4 anos, o mundo não foi bom para mim como podes imaginar, eu ainda acordo durante a noite com medo e em sobressalto e sinto falta dos teus braços para me apagar más memorias, mas com o tempo aprendi a lidar com os pesadelos e com tua ausência, ver te e ouvir te não está a ajudar à causa, mas..”

Abri a porta e lá estava ele, com a mesma cara, o mesmo cabelo, até o mesmo olhar mas com a diferença da tristeza que lhe definia mais o rosto e tornava os olhos mais profundos. Ganhei folgo e continuei.

“Como disse passaram quatro ano, sem ti, agora que viste que estou bem e que estava a imaginar coisas podes voltar ao teu lugar, para a escuridão e deixar me sozinha novamente.”

Ele parecia ter ficado espantado só que quando olhou para mim viu que a mentira estava escrita nos meus olhos, deu um passo em frente e tocou-me o rosto.

“Não tens jeito nenhum para mentir rapariga.”

Desviei o rosto e encarei-o.

“Sabes que não gosto de mentir, não te odeio nem nunca vou conseguir isso, por mais que querias ou que precises disso. Apesar de tudo não quero que me deixes sozinha e não podes odiar uma pessoa só porque quer o teu bem,mesmo que isso não te deixe feliz.”

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